"Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necesário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome." A natureza dá a cada época e estação algumas belezas peculiares; e da manhã até a noite, como do berço ao túmulo, nada mais é que um sucessão de mudanças tão gentis e suaves que quase não conseguimos perceber os seus progressos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Pecuária ainda impulsiona desmate da Amazônia, diz ambientalista


Falta de controle na cadeia produtiva seria um dos principais problemas.
A atividade é responsável por 70% do desmatamento na floresta, diz IBGE.


Apesar de todos os acordos entre ambientalistas e ruralistas, e iniciativas do judiciário que ocorreram nos últimos dois anos, o consumidor de carne bovina ainda está longe de evitar que o bife em seu prato seja associado ao desmatamento e outros problemas da Amazônia.
Uma reunião nesta quarta-feira (24), em Brasília, revelou que ainda há um longo caminho até o setor conseguir algum tipo de controle efetivo. Os problemas envolvem desde evitar que os rebanhos invadam áreas de floresta, e sejam um vetor do desmatamento, até questões sanitárias, como a qualidade da carne consumida.
O principal indicador de que há algo de errado entre as 220 milhões de cabeças de gado do país são os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esses números apontam que existem oito milhões de couros a mais do que as carcaças registradas como abatidas. Uma quantidade 100% superior ao que era registrada em 2008.
“A grande dúvida é para onde foi essa carne. O que revela que foi vendida sem nenhum registro de procedência, e pior, ainda com fortes indícios de evasão fiscal”, diz Roberto Smeraldi, diretor da ONG Amigos da Terra.
Outro problema foi o fracasso do sistema de rastreio dos bois, do governo federal. O sistema que deveria ser usado, o Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov), é pouco acessado pelos produtores.
Apenas algumas empresas que exportam o utilizam. “Como não há exigência legal, poucos produtores têm a preocupação em participar. Para ter um controle real da cadeia produtiva seria necessária uma ação envolvendo vários ministérios, principalmente a Fazenda e Meio Ambiente, que é onde há mais fraudes”, diz Leonardo Sakamoto, diretor da organização Repórter Brasil.
“Em 2010 vários representantes dos movimentos sociais entregaram uma carta à Presidência da República para que esse sistema fosse criado, mas nunca houve uma resposta”, complementa Sakamoto.
Febre_Aftosa (Foto: Secom-MT)Ambientalistas e entidades ligadas à pecuária afirmam que sistema de rastreio de bois implementado pelo governo federal não evita comércio ilegal de gado.
Regularização
A pressão externa pode ser uma esperança. “A carne é um dos elementos mais importantes para a economia nacional, além de ser a nossa principal commodities de exportação. E a pressão do mercado por maior transparência no setor é cada vez maior, por isso decidimos nos envolver na questão”, afirma o deputado Sarney Filho (PV-MA), presidente da Frente Parlamentar Ambientalista da Câmara dos Deputados. “A grande questão é compreender quais são as ações do governo necessárias para resolver a questão”.
Apesar do cenário desfavorável, ainda há bons exemplos. No Pará, o movimento Carne Legal – voltado para a conscientização do consumidor – aliado às ações coordenadas pelo Ministério Público Federal e o programa Municípios Verdes, conseguiu mudar o cenário no estado. Foram cadastrados dois milhões de hectares nos principais municípios responsáveis por desmatamento, como Paragominas e São Félix do Xingu.
Programas de ajuste de conduta em frigoríficos e ações judiciais contra bancos que financiavam fazendas com desmatamento ilegal na Amazônia mudaram a realidade local. Apesar de o Estado ainda ser líder ranking do desmatamento segundo medições do Governo Federal e dados do Instituto Homem do Meio Ambiente (Imazon), divulgados no último dia 24, também mostram que o Pará foi o estado que mais apresentou decréscimo nas derrubadas no último mês, com uma queda de 51% na devastação.
“Acreditamos esse conjunto de medidas que apli camos há dois anos possa estar impulsionando essa mudança”, diz Daniel César Azeredo Avelino, procurador da república (MPF/PA). Porém a lentidão das mudanças ainda vai fazer o consumidor final ter que esperar um pouco mais para ter o seu churrasco livre da sombra do desmatamento.
“Acredito que em 15 anos a realidade vai ser muito diferente, e podemos ter até 100% da produção controlada e até certificada, como foi com o café“, diz Smeraldi, da Amigos da Terra. “A questão é que para controlar o desmatamento, e outros problemas, seria necessário que isso acontecesse em cinco anos”, complementa.
Desmatamento no Mato Grosso (Foto: Reprodução/TV Globo)Desmatamento na fronteira entre o cerrado e a
Amazônia, no Mato Grosso.
Mercado
Os representantes dos varejistas que lidam com o consumidor final também afirmam que o processo de mudança do perfil da pecuária no Brasil ainda está em seus estágios iniciais. “A cadeia toda - desde as fazendas até o supermercado – ainda está buscando caminhos. Por isso é impossível falar em prazos”, diz Paulo Pompilio, diretor de relações institucionais do Grupo Pão de Açúcar.
“O que podemos falar são de nossas práticas, onde não compramos de nenhuma fazenda ou frigorífico que tenha alguma ilegalidade”. O grupo também tem um programa que busca rastrear 100% da carne, onde é possível identificar por um código número de qual fazenda veio o bife que vai para o nosso prato, a partir de 27 fazendas certificadas. Porém, a expansão do programa em relação ao montante da carne que é vendida no mercado ainda pequeno.
“Não dá para falar em número ainda, mas mesmo assim, vemos que há uma grande receptiv idade do consumidor, o que é um indicador de que esse é um caminho positivo a se seguir e que existe a possibilidade de termos produtos sérios”.

Obra da usina de Belo Monte atrai trabalhadores de todo o país


Construtora da usina diz que prioridade é a mão de obra da região.
Reportagem faz parte de série do Jornal Nacional sobre a hidrelétrica.


A obra da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, já atrai trabalhadores de todas as regiões do país. Apesar da migração para a região em busca de trabalho, a empresa que constrói a usina diz que a prioridade é utilizar a mão de obra da região.
Nesta quinta (25), o Jornal Nacional exibiu a segunda reportagem de uma série especial sobre Belo Monte (veja vídeo ao lado).
Entre os trabalhadores que vieram de fora estão José Francisco e o filho Gerson Sales. Eles são de Minas Gerais e o jovem trabalha na equipe comandada pelo pai.
“Sou rigoroso até para ele aprender com mais facilidade e para o pessoal não ficar falando também que deu moleza porque é o filho”, brinca o pai.
Mas a empresa Norte Energia, que constrói Belo Monte, quer dar prioridade à mão-de -bra da região e, assim, evitar uma migração em massa.
“A prioridade é para o pessoal da região. Estamos qualificando carpinteiros, pedreiros, armadores, operadores de máquinas”, conta Marco Túlio Pinto, diretor de construção do Consórcio Construtor Belo Monte, contratado pela Norte Energia para executar a obra.
O motorista José de Souza aprende a operar uma escavadeira usando um simulador. Aos 42 anos, vai ter a carteira assinada pela primeira vez.
A hidrelétrica está sendo construída entre os municípios de Altamira e Vitória do Xingu. Só deve operar a plena carga em 2019.
Infraestrutura
A principal dificuldade, diz a Norte Energia, é a infraestrutura. “É uma operação de guerra”, afirma o diretor de construção, Luiz Fernando Rufato.
Antes da usina, é preciso construir três alojamentos onde, nos próximos anos, vão morar 20 mil trabalhadores. Também é necessário conseguir transportar equipamentos e máquinas pesadas pela Transamazônica. O principal acesso à região mais parece uma pista de rally.
“Se você não tiver essa estrada pronta aqui no período da seca, você não consegue trafegar nela na chuva. Você então, não tendo acesso, tem problema de abastecimento de tudo: combustível, comida, máquina”, afirma Rufato.
Para Belo Monte, serão construídos 260 quilômetros de estradas. A primeira parte do trabalho é desmatar com foices e facões para depois entrarem as máquinas. As estradas vão permitir a passagem de caminhões e equipamentos para os canteiros de obras.
No comando dos operários, Cícero Lucena se sente em casa. Veio do Ceará para o Pará há 40 anos para abrir a rodovia Transamazônica. “Eu não tenho medo de nada. Por isso que eu vim.”
Condicionantes
Por conta do desmatamento, biólogos monitoram o local. Os bichos que vivem na região têm que ser preservados por exigência do Ibama.
Os que não conseguem fugir são resgatados e soltos em lugar seguro. Em dois meses e meio, já foram salvos 1,2 mil animais na região.
Além da preservação da fauna, arqueólogos procuram vestígios das populações indígenas que viveram na região há mais de mil anos. O trabalho também é uma exigência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
“Sempre viveu muita gente aqui na Amazônia e de maneira sustentável. Alguma lição elas devem ter para nos ensinar”, diz o arqueólogo Rodrigo Lavina.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Suas mãos dão o alerta


Doenças graves com sintomas simples podem dar os primeiros sinais nas mãos

Fique atento a sinais pouco normais nas mãos
Elas estão sempre à vista, em movimento, são essenciais para o dia a dia e dizem até que é possível prever o futuro por meio delas. Quanto ao destino, não se sabe ao certo, mas é fato que quando a saúde está fraca e o corpo precisa de cuidados, as mãos dão sinais claros de que algo não vai bem.
Inchaço, vermelhidão e coceira em excesso parecem triviais, mas devem chamar a atenção se aparecerem juntos a outros sintomas. Abaixo, As principais doenças que podem ser identificadas pelas mãos, veja quais são:
Inchaço
Fique atento se depois daquela festa de aniversário, regada a muitos quitutes e bebidas alcoólicas, a aliança fica apertada no dedo. Exagerar no sal e no álcool pode prejudicar a circulação sanguínea e favorecer o aparecimento da hipertensão, além de ser uma bomba para o coração e, portanto, perigoso para quem tem problemas cardíacos.
O inchaço nos dedos também pode indicar hipotireoidismo, um funcionamento inadequado (deficitário) da glândula tireoide. O metabolismo funciona erroneamente, retendo líquidos em várias partes do corpo. O inchaço aparece principalmente no rosto, nos tornozelos e nas mãos. O hipotireoidismo também causa cansaço excessivo, depressão, lentidão, dor de cabeça e palidez. Um simples hemograma pode detectar se há algum problema no funcionamento dessa glândula.
Se o inchaço for concentrado em uma única mão, é possível que um conjunto de artérias, veias e nervos esteja comprimido.
“Entre a clavícula e a primeira costela, existem várias artérias, veias e nervos que passam por ali. O espaço é estreito e há compressão, mais frequente nas mulheres. Outros sintomas que podem indicar esse problema são formigamento no quarto ou quinto dedo da mão e dor irradiada que piora ao colocar a mão para cima”, explica Eduardo Toledo de Aguiar, professor de cirurgia vascular da Universidade de São Paulo (USP) e diretor da clínica Spaço Vascular.
Coceira e ardor
Não ignore a coceira nas mãos, principalmente se as palmas estiverem ardendo e vermelhas. Esses são os principais sintomas do eczema (ou dermatite), uma doença crônica da pele que pode se agravar quando você está estressado.
Entre as dermatites, a mais comum é a de contato, irritação causada pelo uso de produtos de limpeza, cosméticos e medicamentos, entre outros. É muito comum em donas de casa, pedreiros, padeiros e outros profissionais que fazem uso de determinados produtos por tempo prolongado. Ela tende a desaparecer suspendendo a utilização do produto.
Com características similares, a lesão imunológica, apesar de dar sinais nas mãos é uma micose que dá nos pés. “O paciente vem com a queixa da mão, mas o problema só é solucionado depois que mexer nos pés”, explica a dermatologisra Elizete Croco, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Bolhas
Elas podem ser simplesmente resultado de um atrito intenso entre a pele e uma outra superficíe. Mas, se são persistentes e pequenas, localizadas principalmente nas laterais dos dedos, merecem atenção.
“A desidrose surge exclusivamente nas mãos e pés e contem um líquido viscoso. Pode ser genético ou ainda ter relação com o estresse”, afirma Croco.
Pele grossa com placas 
Palmas das mãos com pele grossa e placas esbranquiçadas é sinal de psoríase. A doença crônica, que atinge 2% da população mundial, pode causar inflamações nas articulações e lesões vermelhas ou descamações na pele. Um dermatologista poderá identificar o problema e indicar o melhor tratamento para o caso.
Unhas brancas, fracas ou amareladas
Unhas extremamente quebradiças podem indicar falta de ferro suficiente no corpo e, consequentemente, a conhecida anemia. O médico pode pedir um hemograma para confirmar a suspeita e indicar uma dieta reforçada nessa vitamina.
Foto: Arquivo pessoal
Unhas em formato de "baquetas de tambor"
Embora menos frequentes, doenças internas também mostram seus primeiros sinais pelas unhas. Quando metade da unha tem um aspecto branco (como uma meia lua que começa na cutícula) e a outra metade é vermelha, é indício de problemas renais. Doenças pulmonares deixam as unhas amareladas e espessas, além de retardarem o crescimento e aumentarem sua curvatura. São as chamadas unhas “baquetas de tambor”, mais largas nas extremidades, tomando quase toda a superfície do dedo.
Dedos azulados, mãos geladas
Extremidades dos dedos azuladas e mãos geladas são sintomas claros da doença de Raynaud, um problema temporário que restringe o fluxo sanguíneo para a mão ou outras extremidades como os pés. É mais comum em mulheres e seus gatilhos mais comuns são as baixas temperaturas e o estresse. A doença não tem cura, mas deve ser acompanhada de perto por um vascular, a fim de avaliar o comprometimento da circulação.
Feridas na mão
Erupções ou manchas avermelhadas nas palmas das mãos podem ser sintomas da sífilis, doença infecciosa sexualmente transmissível que se espalha pela pele ou por membranas mucosas. Os sintomas aparecem também nas solas dos pés e na garganta e, em geral, se manifestam por apenas alguns dias.
“Este sinal é característico da fase secundária da doença”, explica Sérgio Aguida, urologista do Hospital Samaritano de São Paulo. Se não for diagnosticada e tratada, a doença pode danificar vários órgãos incluindo o cérebro, nervos, olhos, coração, fígado e articulações, alerta o médico.

A importância do café da manhã


Pesquisa mostra que refeição é negligenciada e especialistas alertam que isso compromete atividades no dia a dia

Foto: Getty ImagesAmpliar
Desjejum: café da manhã é importante para enfrentar bem o dia
No relógio, o pediatra especializado em nutrição da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Mauro Fisberg, contabiliza o tempo gasto para um café da manhã saudável.
“Cinco minutos são suficientes para consumir a quantidade de cálcio, fibras e outros nutrientes, que vão melhorar o desempenho de adultos e crianças ao longo do dia.”
Ainda assim, segundo pesquisa divulgada esta semana pela empresa de alimentos Nestlé, 17% das 207 mães pesquisadas afirmaram que seus filhos não fazem esta refeição diariamente e um dos responsáveis por isso é a falta de tempo (59%).
Entre as 83% participantes do estudo que disseram nunca abrir mão do café da manhã, metade disse que as crianças comem sempre os mesmos alimentos e 1/3 delas admitiu que quem escolhe os produtos são os meninos e meninas.
Negligenciar o café da manhã, ou deixá-lo monótono – avalia a nutricionista Sílvia Cozzolino, da Universidade de São Paulo (USP) – é perder a oportunidade de consumir cálcio (presente nos derivados do leite), fibras (fornecidas por frutas e cereais) e vitaminas (nos pães, óleos e achocolatados), nutrientes que estão longe de serem consumidos em quantidades ideais pelas crianças e adolescentes do País, como mostrou o último levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado é que a quebra do jejum após as oito horas de sono acontece fora de casa, muitas vezes com produtos sem qualidade nutricional.
“As frituras e os lanches da cantina das escolas, por exemplo, contêm muito sódio. Já se sabe que, quanto mais sódio consumido mais cálcio eliminado do organismo. Lá na vida adulta, esta criança vai colher os prejuízos da ausência deste nutriente (a osteoporose é só um dos exemplos)”, diz a nutricionista.
O pediatra Mauro Fisberg acrescenta que outro argumento utilizado para as mães ignorarem o café da manhã é a sonolência das crianças e a falta de apetite por acordar tão cedo. Para estas pessoas, ele responde que “alimentação é hábito e também exemplo”.
" É muito difícil um adulto convencer um menino a tomar café se ele mesmo não faz. Outro ponto a ser levado em conta é que as refeições feitas em conjunto costumam ter qualidade muito maior. O café da manhã poderia ser uma oportunidade da família toda se reunir em volta da mesa, ainda que seja por cinco minutos.”
O nutrólogo da Unifesp oferece ainda outra dica preciosa para fazer a refeição entrar para o cotidiano, mesmo para quem acorda antes das 6h. “Por a mesa antes do filho despertar é uma ótima dica. Variar os cardápios também. Alterne as frutas, os cereais, os sucos e os pães.”
Campanha estrelada
Para conscientizar a população sobre a importância desta refeição, a Nestle lançou a pesquisa “Café da Manhã é + do que você imagina”. No site, é possível encontrar os alimentos normalmente consumidos pelos brasileiros no desjejum, fazer combinações e verificar o valor energético de cada uma.
São madrinhas da campanha as atrizes Maria Paula, Malu Mader, Julia Lemmertz e Nívea Stelmann. Na coletiva de imprensa, Maria Paula diz que só começou a tomar café da manhã depois que as crianças nasceram (ela é mãe de um casal).
“Antes só tinha apetite no jantar e logo que engravidei fui orientada por nutricionista e pediatra que o café era a refeição principal. Mudei radicalmente”. Já Júlia diz que começou o processo de aderir a uma dieta saudável quando engravidou a primeira vez. Hoje investe no café da manhã mesmo às 5h50 da manhã, hora em que desperta o filho Miguel. Malu Mader, por sua vez, foi ré confessa.
“Acho que ainda sou um mau exemplo no quesito café da manhã. Sempre correndo, meus filhos sem apetite tão cedo.... Mas participar desta campanha me trouxe consciência. Hoje mesmo já liguei para o Tony (Belloto, o músico do Titãs e marido de Malu) dizendo que a partir de agora vamos investir no café da manhã.”

As calorias perdidas sem fazer nada


Elas são fundamentais para calcular a dieta. Mulheres perdem cerca de 1200 calorias/dia em repouso

Homens perdem cerca de 1.800 calorias em repouso. Mulheres até 1.200 quando não fazem nada. Cálculo é fundamental para dieta saudável
Os olhos piscam, o coração bate, o pulmão dilata e contrai. O bom funcionamento do organismo exige o consumo de calorias e este cálculo – de quanto o corpo gasta sem fazer esforço – é fundamental para traçar uma dieta saudável e que garante o emagrecimento por longo prazo.
“Nenhuma dieta indicada pode ser menor do que o gasto energético em repouso, pois a energia necessária para estes momentos é fundamental para manter as funções vitais do organismo”, explica a nutricionista especializada em emagrecimento Márcia Reginal Dal Médico, autora do livro “SPA em casa” e profissional do SPA Jardim da Serra.
“A mulher tem um gasto energético em repouso de aproximadamente 1200 a 1400 calorias por dia. O homem entre 1800 a 2000 calorias diárias.”
As calorias consumidas enquanto não fazemos nada compõem o que os especialistas chamam de Taxa de Metabolismo Basal.
Segundo a nutricionista Márcia, se a pessoa pretende emagrecer e faz refeições que, somadas, totalizam as calorias gastas em repouso isso já ajuda no processo de emagrecimento.
Entretanto, como já explicou a médica especializada em medicina ortomolecular, Sylvana Braga, ao menos 10 fatores influenciam no gasto calórico e na quantidade ideal de calorias a ser consumida por cada um. Por isso, sempre é indicado fazer uma avaliação nutricional para definir o programa alimentar personalizado.
Outro quesito que é muito pessoal é a meta de quilos a serem eliminados por mês. “A perda de peso está relacionada à composição corporal total da pessoa, ou seja, a quanto ela tem de gordura corporal, massa magra e água”, explica Márcia. Por isso, uma pessoa pode até emagrecer 10 quilos em um mês, desde que tenha um peso bem elevado.
“Dietas muito restritivas são muito utilizadas para emagrecer rápido, porém seu maior problema é a dificuldade para manter o peso após o seu término.”
Uma revisão de 31 estudos – eles acompanharam pessoas que fizeram dietas com menos de 1200 calorias diárias – comprovou o efeito passageiro das alimentações nada calóricas. A análise, feita por pesquisadores da Universidade de Minnesota, identificou que após cinco anos da data inicial do regime restrito, todos os participantes haviam recuperado o peso que haviam perdido.